sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Vingancinha

Ela havia sido minha professora na escola, e com o tempo ficamos muito amigos. E do filho dela também, e assim eu a convidei pra ser minha madrinha de formatura.
Eu morava na casa de um amigo, e a mãe dele achava que era a Sinhá e eu um escravo, então contando como tudo havia sido, minha madrinha me chamou pra morar com ela.

No começo foi tudo lindo, todo mundo se dava bem, eu me sentia à vontade com eles, e a recíproca era verdadeira. Ele (o filho da minha madrinha) era um carinha muito fechado, só usava preto, tinha um cabelo gigantesco e pensamentos provenientes do século XVI. A família da minha madrinha (irmãos, pais, sobrinhos e etc) tinha sérios problemas com Ele, e quando eu cheguei no circo fui super bem recebido, e logo todos demonstravam gostar mais de mim do que d'Ele.

Passamos reveillons juntos, eu mostrei pra Ele que usar roupas coloridas e ser gentil não fazia mal à ninguém. Com minha companhia ele arrumou uma namorada (que eu apresentei e joguei nele), entrou no meu círculo de amizades e durante muito tempo foi bom.

Mas como todas as relações humanas, aquelas começaram a se desgastar. Se sumia dinheiro, minha madrinha colocava a culpa em mim. Ela comprava comida gostosa (pizza, lanches e etc) só pra Ele e me ignorava (sendo que eu pagava pra morar lá)...

Na casa tinha Sky, e um dos meus erros foi comprar um filme pornô uma vez. O qual a minha madrinha descobriu, eu confessei, e tudo ficou na boa. Mas eu repeti a cagada, mas desta vez havia comprado um filme gay.

Depois de algumas semanas, apareceram não um, mas cinco filmes gays comprados. Ele passou a espalhar histórias de que eu era gay (eu ainda não aceitava isso, eu negava que poderia ser viado) e aquilo tudo foi me entristecendo demais. Até que eu conversei com minha mãe, e ela liberou a grana pra eu ir morar sozinho.

E depois que eu saí de lá, a coisa descambou. Ele passou a falar pra quem quisesse ouvir que eu era gay, que eu havia comprado mais de dez filmes gays na Sky e que eu havia dado em cima dele. Bom, aquela história já estava passando da conta, então eu resolvi agir.

- Alô.
- Quem está falando?
- Aqui é o Átila, afilhado da "madrinha"...
- Ah oi....
- Olha eu sei que você é conta o namoro da Érika com o Ele.
- Sim, não gosto de ver minha filha com aquele cabeludo!
- Então é o seguinte, eu vou te contar uma coisa que a senhora não vai gostar...
- Diga.
- A sua filha sai todo domingo da sua casa pra passar o dia na casa d'Ele né?
- Sim, por causa do trabalho e tudo o mais é o dia que ela pode e...
- É o dia que a senhora fica descansada porque a "madrinha" está em casa e pode vigiá-los...
- Também.
- Mas ó, ela nem liga para o que eles fazem...
- Como assim?
- Ela simplesmente fica na sala, enquanto Ele e sua filha ficam no quarto, às portas fechadas... Alô! ..... Alô?

E a mãe da Érika foi até a casa da minha madrinha, acabou com tudo e não deixou mais que eles se vissem. E Ele quando me via na rua, abaixava a cabeça e mandava um "oi"...

Respeito. É isso que a gente tem que exigir. Mesmo que pra isso tenhamos que ser... venenosos.

9 comentários:

Anônimo disse...

Tiul, só tenho uma coisa a dizer: sou tua fã!

Anônimo disse...

morrer tua amiga, atila... morrer tua amiga...

*medo dele*

disse...

Mto digno!

vc realmente é uma caixa rosa de surpresas heauehauehaueahueaheuaheaueh
dessa eu naum sabia!!!

mas fez mtooooooo bem!
heuaheaue
algumas coisas se encaixam por aki agora!
aiaiaiaiaiai

adoro vc ser ácido!

Anônimo disse...

às vezes é necessário. e se torna quase que um prazer sexual.

Nanda Soares® disse...

Dindooooooooooo
Vc é mauuuuuuuuuuu
Mas eu te amo por isso!!!!!

Paula Helena disse...

Tiul, quando crescer quero ser que nem você. beijos

Gio Sacche disse...

E viva o Tiul mais uma vez!!

Laïse disse...

morrer tua amiga, atila... morrer tua amiga...

*medo dele* [2]

Anônimo disse...

***Leon***
GERELHOW!!!!!!!!!!!!!!!!
AMEI!!
adorei o ki tu fez! claro, naum ia gostar nenhum um poko se fosse comigo, mas foi phoda!!!

vlw, Tiul....beijos!