quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Contratempos

Esse final de semana eu fui dar um up in my career. Foi bom, pois como estava sem meu PC e totalmente impossibilitado (tá exagerei) de manter contato com o mundo exterior, eu acabei por aliviar o estresse com um Curso de Maquiagem. Então domingo, foi tudo tranqüilo, acordei cedo, peguei um táxi até a estação de comboio(1) e fui desta pro Hotel onde seria realizado o curso.

O professor é um italiano conhecido no meio, ele já foi técnico de uma grande marca e agora ele é a cara e o nome de uma outra marca, tudo muito fino, tá meu bem?! Foi tudo bem legal, o cara entende da coisa, eu aprendi muito, conheci pessoas legais, só eu e mais um rapaz de homem no meio de mais de vinte e cinco mulheres, comemos mal... Mas tá, esse foi o primeiro dia e a coisa esquentou no segundo.

Acordo quase meia hora mais tarde do que deveria, minha mãe já estava gritando do outro lado do apartamento que eu estava atrasado. Corro pro banheiro, todo um banho de gato e saio pra me vestir, mas o som vindo de fora não me deixa nada animado. Ao subir os ietores me deparo com a visão do inferno, inferno molhado. Tava caindo um temporal em Lisboa e só de pensar que eu tinha que sair de casa naquele tempo já me desanimava completamente. Mas tá, eu me vesti, passei perfume (aloka achando que ia paquerar!) e vou pra cama da minha mãe. Ligamos para todos os números de taxi possíveis e imagináveis: todos ocupados. Ia ter que ir até a estação de busão.

Saí de casa com um guarda-chuva dos mais vagabundos e vou pro ponto. Eu deveria estar no Hotel às nove, já eram oito e um quarto e nada do bus passar. E a porra da chuva não dava uma trégua. Quando ele passou a minha sorte pelo menos um pouco foi à meu favor e eu achei um lugar vago, fiz a fina passei na frente de um gordo que estava pagando a passagem e sentei-me. O caminho que era suposto ser feito em vinte e cinco minutos demorou uma hora e vinte pra ser completado. Se o busão apostasse corrida com um velho de andador o velho ganhava.

Quando chega na estação vejo um monte de gente voltando e gritando: Não há comboios!

Eu como sou uma pessoa desestressada já chutei uma poça no chão e fiquei com o pé ensopado. Não liguei para o que disseram e fui pra estação assim mesmo, uma hora os comboios teriam que funfar.

Dez horas, onze horas e nada, até que um bendito resolveu botar as coisas pra funcionar, mas passaram três porras de comboios e nada do meu. Quando ele chegou, eu já não tava querendo nem saber mais de curso. Porém eu entrei no transporte lotado, achei um canto e me agachei de cócoras. O mais legal é que os comboios só poderiam ir a uma velocidade média de 20Km/h o que me deixava ainda mais animado.

Quando chegou à próxima estação o povo desceu e vagou um lugar ao lado de uma moça toda chique, corri e me sentei ao lado dela. Deus Salve o inventor do MP3, pois foi o que me salvou daquele tédio infernal. Então o comboio avançou mais uma estação, parou, umas pessoas desceram e ele avançou mais uma vez. Se ele andou dois minutos depois que a estação sumiu foi muito. E parou. De vez. Todo mundo preso dentro da porra do transporte, como o vagão que eu estava ficava no meio, eu não sabia o que havia acontecido, mais tarde nos noticiários fui ver que os trilhos tinham empoçado e não tinha como o comboio seguir. Ou seja eu passei uma hora e meia dentro daquele maldito transporte.

Mais uma vez ele resolveu seguir e na próxima estação a mulher que estava do meu lado desceu, no seu lugar sentou um senhor, de cabelo cumprido e barba, ambos brancos. O cabelo do homem era tão oleoso que eu acho que se torcesse daria pra fritar uma batata, e o cheiro que ele exalava fez meu estômago dar três loopings. Levantei-me e esperei minha estação – que era a próxima- perto da porta.

Agora que eu tinha chegado e que poderia chover a chuva resolveu dar uma trégua...

O curso? Ah não teve nada de tããõ interessante... Só o carinha que tava fazendo o curso comigo que me chamou pra ir pro banheiro e por ter acabado as modelos me pegaram pra fazer maquiagem... só!

Animadíssimo

(1) Comboio - trem

9 comentários:

Anônimo disse...

Vc tá com uma cara de quem comeu e não gostou na foto!
Aliás...que comeu por obrigação. hahahaha

Ah, pelo menos isso deu história pra contar...

Anônimo disse...

PUTA NAPA FEIA!!!

tiuℓ disse...

Volte sempre Bill!

Beijos!

Anônimo disse...

Essa Napa é o charme da coisa...Dá pra ter uma noção do que podemos esperar de outras áreas. Sonho em te fazer feliz, hein, Tiul!? Quero dar uma bitoca no seu p...ops! Nariz!(licença, que eu tô plagiando!?)Hahaha!

Adoro o seu blog!

Beijos, Tiul!

Luciana L V Farias disse...

Mas que cê ficou charmosinho maquiado ficou, rsrsrsrs...

Beijão!!!

Luciana L V Farias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Poney disse...

ficou um charme!

Anônimo disse...

Graças a Deus tu voltou a escrever aqui no blog, eu simplismente A-M-O seu blog e um dia passei horas lendo tudo que vc já escreveu, cara sau vida poderia virar um filme, porque suas histórias são as melhores, parabens e continue assim... alegrando o povo curioso...

xxoo

Anônimo disse...

Ok, um fã a mais com certeza não deve fazer muita diferença pra você, mas vou comentar porque você me fez chorar lendo o conto "Pontes" e indiretamente você salvou o meu final de sexta tedioso.
Demais você, cara.

Momento stalker:
Não sei porque, mas acho essa música a sua cara:
http://www.youtube.com/watch?v=7_NItI5dhjw&feature=related
Sério, não sei porque, mas acho.